Onde se localiza hoje a Vila Nova Cachoeirinha era, em outra época, terra pertencente ao "Sítio Casa Verde e Mandaqui".
A referência mais antiga desse sítio remonta ao século 17.
A 6 de fevereiro de 1616, oficiais da Câmara da Vila de São Paulo e São Vicente, concederam a Amador Bueno da Ribeira, "O Aclamado de 1641", autorização para instalar um moinho, para moer trigo no "Ribeirão" que chamavam de "Mandaqui" (ou Cabuçu), rio localizado "na outra banda do Rio Grande (hoje Tietê), meia légua pela terra adentro".
A 6 de fevereiro de 1616, oficiais da Câmara da Vila de São Paulo e São Vicente, concederam a Amador Bueno da Ribeira, "O Aclamado de 1641", autorização para instalar um moinho, para moer trigo no "Ribeirão" que chamavam de "Mandaqui" (ou Cabuçu), rio localizado "na outra banda do Rio Grande (hoje Tietê), meia légua pela terra adentro".
O nome cachoeirinha deve-se ao fato de ter existido – em época passada – uma cachoeira que, infelizmente, foi soterrada para dar passagem à Avenida Inajar de Souza, e que servia como área de lazer e de piquenique para os moradores.
A V.N. Cachoeirinha, entretanto, começou a ser colonizada entre 1925 e 1930, quando as famílias de Gunzaburo Omae e de Dona Katusko Otiai estabeleceram-se no Sítio Cabuçu, como era denominado o local naquela época.
Outras famílias de imigrantes japoneses também vieram se instalar nestas bandas, com suas chácaras de legumes e hortaliças.
O meio de transporte utilizado pelos donos de chácaras naquela época para escoarem os produtos produzidos até a Barra Funda era o de carroças e cavalos, que seguiam pela Estrada do Mandi, hoje chamada Av. Deputado Emílio Carlos
Existiam também por ali várias olarias - pequenas indústrias caseiras de fabricação de tijolos - geralmente instaladas próximas aos córregos e também vacarias, local de venda de leite. Outro tipo de atividade comum naquela época era o alambique, o mais famoso deles localizava-se no Sítio dos Francos.
Por volta de 1944 nasceu no Largo do Japonês a primeira casa comercial do bairro, e pertencente á família de imigrantes Sushiyama. Outra antiga "venda", como eram conhecidos os mercadinhos daquela época, foi a de Shigheioshi Otiai, no largo da Parada (onde funcionou o Supermercado Otiai).
Por volta de 1944 nasceu no Largo do Japonês a primeira casa comercial do bairro, e pertencente á família de imigrantes Sushiyama. Outra antiga "venda", como eram conhecidos os mercadinhos daquela época, foi a de Shigheioshi Otiai, no largo da Parada (onde funcionou o Supermercado Otiai).
Antigamente, onde é hoje o Largo do Japonês, um riacho que desembocava mais à frente, onde hoje passa a Avenida Inajar de Souza (córrego Cabucú).
A data oficial de aniversário do bairro: 5 de agosto de 1933, oficializada junto à Câmara Municipal de São Paulo, é a mesma de fundação da Associação Cultural Nipo-Brasileira de Vila Nova Cachoeirinha, sediada na Avenida Penha Brasil, tem 67 anos de atividades. Foi fundada pelas famílias Otiai, Fujihara, Okuyama, Tabusi, Oshimoto, Omae, Tanaka, Yoshita, Kodato, Sato, Ishimoto e Fumura. O primeiro presidente foi Kishi Sodato, tendo como vice Okuyama Shogoro.
Filhos dos imigrantes japoneses pioneiros relembraram o tempo de criança, quando a Vila Nova Cachoeirinha "era só mato" e eles tinham que ir a pé até o Bairro do Limão para estudar.
"Eram mais de cinco quilômetros para ir e outro tanto para voltar, todos os dias, e a gente tinha a idade de oito anos, não havia outra opção", lembrou Kozi Omae.
Os pequenos japoneses eram perseguidos e xingados por outras crianças no caminho, devido á guerra, a ignorância e o preconceito existente então contra "japoneses"
“Agora a situação é outra, é reconhecido o valor dos japoneses e essa é a nossa pátria, não tem outra". Diz: Tyoki Yara (Veja Também depoimentos de Kazuhiro Uehara nos vídeos do blog)
Principais vias de acesso
As Avenidas Deputado Emílio Carlos, Parada Pinto, Inajar de Souza e Imirim são as artérias principais que fazem pulsar o coração da Cachoeirinha – a Praça Manuel da Costa Negreiros (antigo Largo do Japonês).
Na Avenida Deputado Emílio Carlos está: o Hospital de V. N. Cachoeirinha, do Estado, e a Maternidade municipal, pontos referenciais da população, assim como o cemitério municipal e o Centro Cultural da Juventude Ruth Cardoso.
Na Avenida Parada Pinto concentra-se o centro bancário e o comércio, do pequeno bazar até grandes supermercados, como Andorinha.
Na Avenida Inajar de Souza, a mais nova das vias principais, o destaque é para o comércio automotivo e onde está o corredor e o terminal de ônibus, inauguradas na gestão Erundina (e maquiado na gestão Maluf), mas que ainda não atende com eficiência a grande demanda de todas as vilas e até municípios próximos.
A Avenida Imirim é outra via eminentemente comercial e principal ligação entre a Cachoeirinha e o metrô e, em Santana.
(colaboração Gleice De Divittis)
Praça Yasufumi Watanabe
A parte da frente do Cemitério Vila Nova Cachoeirinha é cercada por uma grande área verde, que agora é uma praça com nome: Yasufumi Watanabe, um antigo morador da região. Foi publicado no Diário Oficial do município de 13/02/08 o decreto que dá essa denominação à área, de autoria do vereador Kamia. O homenageado completaria 70 anos no dia 16/04, por isso a celebração aconteceu em data próxima ao aniversário. Compareceram muitos parentes de Yasufumi, como sua esposa Eva Maria e três dos seus quatro filhos (uma já falecida).
Por volta de 1940, ainda criança, veio com o pai, Sr. Massao Watanabe (que é nome de importante avenida no Jardim Peri) e familiares morar na região da Cachoeirinha, onde trabalhou com plantio de hortifrutis e depois montou uma olaria. Em 1961 o Sr. Yasufumi abriu o seu comércio de materiais de construção, que até hoje atua na av. Gal. Penha Brasil. Em 2001 foi vítima de um atropelamento nas proximidades de sua empresa, vindo a falecer, como lembrou emocionadamente o filho Humberto. Foi sepultado no mesmo cemitério cuja praça do entorno hoje é homenageada com seu nome.
Essa área verde foi revitalizada há cerca de cinco anos, ganhando mesas e diversos brinquedos para crianças. Trata-se de uma área com enorme gramado e muitas árvores. O filho Humberto Watanabe afirmou que deve entrar em contato com a secretaria de esportes, para dinamizar atividades esportivas ali. Uma boa proposta é a de se estabelecer um termo de parceria com a prefeitura, para a manutenção dessa área que embeleza a avenida dep. Emílio Carlos e o entorno do cemitério.
AGRADECIMENTOS FINAIS E BIBLIOGRAFIA
Nós do grupo de pesquisas, em busca de resgatar histórias do bairro Vila Nova Cachoeirinha, dedicamos todos os créditos a todos aqueles que antes de nós, buscaram Vestígios do que o Bairro já foi em séculos passados.
Fontes:
Jornal Freguesia News/Santana News/Folha do Limão
Wikipédia livre
Associação Cultura Esportiva Nipo Brasileira
Diário Oficial do município
Tyoki Yara
Vereador Kamia
Jornal ZN
E a todos os moradores entrevistados ou que deixaram seus depoimentos.
Desta forma, o blog está aberto a sugestões, comentários e a edição de novos depoimentos
Pelo e-mail: mornitoria@yahoo.com.br
Grupo de pesquisas do histórico: Patrícia, Ângelo, Jaqueline, Juliana e Camila.
Excelente artigo de pesquisa, parabéns! Muito importante compreender as transformações sociais ao longo do tempo no bairro que muitas vezes é ignorado pelo prefeito RICARDO NUNES.
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